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  • 17/01/2012 Pergunta:
    Olá, Uma acadêmica de odontologia me procurou querendo saber mais sobre a síndrone obstrutiva do sono, quanto a como orientar o paciente, o que fazer..., comentei sobre algumas matérias que você nos tem enviado, inclusive achei interessante essa última que Sr. enviou sobre, falando da anestesia no palato (só que inadivertidamente deletei), gostaria de saber se poderia enviar para mim, novamente. E, se tiver mais algum material a mais, seria ótimo. Obrigado. atenciosamente.

    14/02/2012 Resposta:
    Obrigado pelo seu contato e interesse no tema da síndrome obstrutiva do sono.

      Segue logo abaixo a matéria que enviei nos últimos dias ao fórum Dentalis e também uma outra versando sobre o mesmo tema.
    Estou trabalhando em um novo artigo sobre o mesmo assunto, mas com uma abordagem diferente e que em breve estará disponível em uma das newsletter semanais do Dentalis.
    Entre em contato conosco sempre que desejar.
    Uma ótima tarde pra você.
    Um abraço, Prof. Victor Hugo Cardoso
    Colaborador Clube Dentalis Dentalis Software a sua melhor escolha em software para odontologia
    11 3168 9274
    ________________________________________
    Pesquisadores da USP desenvolvem uma injeção que combate o ronco Pesquisadores da Faculdade de Medicina da USP buscam uma nova opção para quem ronca: uma injeção que, aplicada no céu da boca, diminui o ruído causado pela passagem de ar.
    O estudo, que deve ser concluído no ano que vem, avaliará o efeito da técnica em quase 50 pacientes --18 já receberam a injeção.
    Os resultados iniciais são equivalentes aos obtidos com a radiofreqüência, tratamento já disponível. Nesse caso, é um aparelho que, por meio de calor, "endurece" o palato mole (parte posterior do céu da boca).
    O problema dessa técnica é o custo do material de cada sessão, que é de R$ 900. Geralmente são necessárias de três a cinco aplicações.
    Já o custo do material da injeção seria de cerca de R$ 25, de acordo com o otorrinolaringologista Michel Cahali, orientador da pesquisa. A injeção é aplicada em três pontos do palato mole, perto da úvula (a campainha).
    A dor, afirma Cahali, é similar à de uma anestesia. O procedimento endurece a região, mas isso não leva a alterações na voz ou na deglutição de alimentos.
    Segundo a otorrinolaringologista Fernanda Martinho, do Instituto do Sono da Unifesp, tanto a injeção quanto a radiofreqüência geram uma lesão na submucosa, causando uma fibrose. "O tecido fica mais rígido, vibra menos e causa menos ronco. Além disso, essa lesão pode levar a uma abertura do espaço respiratório", explica.
    Tratamentos A injeção, assim como a radiofreqüência, apenas alivia o ronco. Além disso, só tem resultado em casos mais leves, em que não há apnéia (pausa na respiração durante o sono), ressalta Cahali.
    Para os casos mais graves, as opções mais eficazes são as máscaras, os aparelhos intra-orais e as cirurgias. Travesseiros, fisioterapia e acupuntura não são um tratamento efetivo.
    O emagrecimento só tem efeito sobre o ronco se a perda de peso é drástica (de aproximadamente 20% do total) em obesos.
    O tratamento não busca só a tranqüilidade de quem dorme ao lado.
    O ronco indica dificuldade para respirar e é o primeiro passo para a apnéia, que sobrecarrega coração e pulmão.
    O problema ocorre devido à falta de tônus na musculatura da garganta. Essa flacidez, ligada a componentes genéticos, é mais comum em homens, obesos e idosos. Quem usa remédios que alteram a tônus, como relaxante muscular e antidepressivo, é mais vulnerável ao ronco.
    O álcool também leva a um relaxamento muscular.
    Segundo Martinho, pessoas que roncam pelo menos quatro vezes por semana devem procurar orientação médica. Outros estudos "A idéia de uma injeção para endurecer a região e diminuir o ronco é antiga. Vários produtos foram testados, mas a melhora era pequena", afirma Cahali.
    No fim da década de 90, pesquisadores norte-americanos divulgaram bons resultados. Entretanto, diz Cahali, a patente do produto foi comprada por um fabricante de aparelhos de radiofreqüência e ele deixou de ser fabricado.
    No último congresso do American College of Chest Physicians, realizado no mês passado, pesquisadores do Egito apresentaram uma pesquisa com injeções.
    Foram avaliados 32 pacientes e houve uma diminuição significativa do ronco. "A idéia é muito sedutora, pois se trata de uma medida simples e barata. O desfavorável é que o problema é do músculo que envolve a garganta, e a injeção não o alcança. A injeção trata o sintoma, mas não a causa", afirma Cahali.
    Segundo o médico, se os resultados da pesquisa forem favoráveis, será necessário mais um estudo, para avaliar que pessoas mais se beneficiariam. Se tudo correr bem, dentro de três anos será possível disponibilizar o novo tratamento. Ronco e apnéia do sono.

    O Ronco e a Síndrome da Apnéia do sono tem sido muito discutido no Brasil e no mundo na atualidade e também aqui em nosso fórum Dentalis.
    Este problema, além dos transtornos sociais e psicológicos, trás conseqüências físicas para o paciente (hipertensão, arritmias cardíacas e AVC).
    A Apnéia do sono é a obstrução das vias aéreas por alguns momentos durante a noite, pela flacidez dos tecidos da garganta, impedindo a respiração por alguns segundos, varias vezes por noite, e o ronco é a vibração dos tecidos da garganta quando o ar passa. Esses problemas são freqüentes no homem a partir dos 30 anos e nas mulheres a partir da menopausa. Recentemente o tratamento através de aparelhos orais, tem ganhado importância no tratamento desses problemas, pela facilidade de adaptação e eficácia dos aparelhos, que vem ganhando espaço como uma das principais formas de tratamento para estes problemas.
    Estes aparelhos são construídos de modo a posicionar a mandíbula mais para frente, possibilitando que a passagem do ar na garganta fique desobstruída. Existem algumas limitações que precisam ser avaliadas, muitas vezes com o auxílio do médico de sono e da polissonografia, que é um exame onde a pessoa dorme na clínica uma noite, sendo monitorada em todos os aspectos do seu sono.
    Os principais sintomas da apnéia do sono são o ronco e a sonolência diurna excessiva. O ronco é também um fator de desagregação familiar, muitas vezes levando a pessoa que ronca a dormir em quarto separado, bem como torna a pessoa que ronca motivo de piadas entre companheiros de trabalho, de pescarias ou acampamentos, ou quando tem que dividir quarto de hotel, etc...
    Estando trabalhando com estes aparelhos desde 1998, e tendo sido um dos pioneiros aqui em Florianópolis, selecionei algumas perguntas formuladas ao Dr Luiz Roberto Godolfin sobre este tema e que são descritas abaixo:

    1. Qualquer pessoa pode usar este aparelho?
    Não, existem algumas limitações para o uso do aparelho que podem ser:

    • Impossibilidade de reter o aparelho na boca. Pacientes que têm poucos dentes ou usam próteses extensas, principalmente dentaduras ou próteses removíveis, podem ter dificuldade em reter o aparelho na boca, devendo o caso ser bem avaliado antes de se indicar o aparelho.
    Pessoas com problemas periodontais severos, em que os dentes apresentam mobilidade acentuada, e pessoas portadoras de prótese total INFERIOR não têm condições de usar o aparelho, pois nesses casos é impossível reter o aparelho na boca.
    • Casos em que a perspectiva de bons resultados é pequena. Pacientes muito obesos ou com índice de apnéia muito acentuado (acima de 40) precisam ser bem avaliados pois a perspectiva de resultados é mais pobre, devendo-se optar por outro tipo de tratamento, ficando o aparelho como uma segunda opção ou para ser usado em conjunto com outros tratamentos.
    • Nos casos em que o paciente tem problemas na Articulação (ATM) da mandíbula (dor, estalos ou desvios), pois o aparelho pode agravar estes problemas.

    2. Como devo proceder para fazer o aparelho?
    Em primeiro lugar é preciso marcar uma consulta de avaliação, onde veremos as condições para a colocação do aparelho, se é necessário fazer alguns exames complementares, como a polissonografia, radiografias ou exame com o médico de sono ou otorrinolaringologista, também é avaliada a condição dentária onde verificamos possíveis problemas que precisem ser tratados antes da colocação do aparelho.

    Após está consulta que iremos então dar início à confecção do aparelho.

    3. Como o aparelho funciona?
    O aparelho funciona avançando a mandíbula e mantendo a mandíbula firmemente nessa posição.
    O avanço da mandíbula faz com que os tecidos da garganta de "estiquem" aumentando a abertura para a passagem do ar, também o avanço mandibular estimula um reflexo que faz a musculatura da faringe e arredores ficar mais tensa, mais firme, evitando o ronco. Mantendo a mandíbula presa ao aparelho, ele não permite que ela "caia" durante o sono, abrindo a boca, pois esse movimento de abertura geralmente é seguido de um reflexo que faz a língua ir para traz obstruindo a passagem do ar.

    4. O uso do aparelho "cura" o ronco e a apnéia?
    Não,o aparelho não produz nenhuma mudança física no paciente, resolvendo o problema apenas enquanto estiver sendo usado, é mais ou menos como os óculos, que corrigem a visão mas não modificam o olho.

    5. Porque é precisamos nos preocupar com a apnéia?
    Apesar do ronco ser o problema mais incômodo, a apnéia do sono é o problema mais importante e precisamos nos preocupar com ela, pois ela afeta vários órgãos do nosso corpo, principalmente o coração, onde aumenta em até 30% a possibilidade de desenvolver arritmias, hipertensão, infarto e derrame cerebral.

    6. Posso morrer sufocado numa crise de apnéia?
    Não, pois o cérebro controla o nível de oxigênio e gás carbônico no sangue e quando eles se alteram a pessoa acorda e volta a respirar.
    A apnéia não mata, mas aumenta muito a chance de desenvolver doenças que matam como o infarto do coração e os derrames cerebrais.

    7. Porque é preciso fazer a polissonografia e o que é esse exame?
    A polissonografia é o exame que é feito na clínica de sono, onde o paciente dorme uma noite e é monitorado em vários aspectos do seu sono, contrações musculares, problemas respiratórios e cardíacos entre outros, é necessário para se detectar a apnéia do sono.
    É através da polissonografia que se pode medir se o paciente tem uma apnéia leve, moderada ou grave, também podemos verificar se existem outros distúrbios do sono que tem sintomas parecidos com a apnéia, mas tratamentos diferentes, também para que possamos avaliar os resultados do tratamento fazendo uma antes e uma depois para comparar os resultados.
  • 17/01/2012 Pergunta:
    Olá! Como sempre, seus artigos são maravilhosos. Decidi lhe escrever para pedir uma luz no final do túnel. Tenho um paciente que fez cirurgia bariátrica a cerca de 2 anos. Sempre foi difícil controlar seu índice de cáries, mas nos últimos meses está impossível. Chegou ao ponto de não conseguir realizar uma restauração em resina na última consulta, pois não consegui adesão, tal o nível de desmineralização dos dentes. A sensação que tenho é de estar tratando um paciente com cárie rampante! Ele tem ingerido muito refrigerante (quando essas cirurgias virão associadas a tratamento psicoterápico? Ele continua pensando como gordo...) e foi a única coisa que consegui descobrir na dieta dele... Indiquei o uso do novo creme dental da Colgate (que tem maior concentração de flúor) e bochechos com flúor (neutro) após as escovações. Enquanto isso, vou pensando no que fazer. Ordenei (!!!!!!!!) que suspendesse o refrigerante, antes que seus dentes "derretessem". Espero ter colocado pânico nele... Poderia me dizer se pode haver alguma relação com a cirurgia?

    14/02/2012 Resposta:
    Muito obrigado pelo seu contato.

    De fato, pacientes submetidos à cirurgia bariátrica têm apresentado um quadro de maior incidência de cárie dental.
    Segundo um trabalho recente publicado no âmbito da Clínica do Aparelho Digestivo do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (HCUSP), as hipóteses que explicam esta maior incidência de problemas seriam a alteração do pH salivar, que diminui a capacidade tampão da saliva; refluxo gastroe­sofágico; vômitos frequentes; diminuição da secreção gástrica e redução da saliva e diminuição de absorção de nutrientes.
    Existe também um aumento do bruxismo, problema este que pode ser uma manifestação de tensão ou agressividade do paciente.
    Espero que estas informações possam de alguma forma ajudá-la no atendimento de seu paciente.

    Um abraço, Prof. Victor Hugo Cardoso
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  • 17/01/2012 Pergunta:
    Olá, Vc saberia me dizer se um paciente que toma anticoagulante (Marevan - acho que assim que se escreve...) poderia tomar Tylex 30mg? No caso o anticoagulante é para tratamento de um coágulo em uma veia na cabeça... Obrigado.

    14/02/2012 Resposta:
    A literatura indica o paracetamol como analgésico de escolha para pacientes em terapia com anticoagulantes como o Marevan®, composto por Varfarina.

    Considerando que o Tylex® é uma associação de Paracetamol + Codeína e que esta última também não interfere na ação da Varfarina, considero seguro a associação desses dois medicamentos.

    Fique à vontade para novos questionamentos.
    Muito obrigado pelo seu contato.

    Um abraço, Prof. Victor Hugo Cardoso
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