Cigarros eletrônicos com aroma escondem um grande risco para seus usuários

Os aditivos de sabor e aromatizantes em produtos de tabaco são os principais responsáveis pelo rápido aumento no uso dos cigarros eletrônicos, que trazem a percepção de que causam menos danos do que os tradicionais cigarros que queimam.

Mas será que os “sabores” – aromas – adicionados aos cigarros eletrônicos podem causar danos corporais?

Os riscos dos cigarros eletrônicos para os pulmões têm sido alvo de numerosos estudos, mas o risco para o coração, os vasos sanguíneos e o sistema cardiovascular em geral são amplamente desconhecidos.

Os perigos dos cigarros combustíveis no sistema cardiovascular são conhecidos há décadas, mas os cigarros eletrônicos só existem desde o início dos anos 2000.

Foi exatamente por isso que pesquisadores da Escola de Medicina da Universidade de Boston (EUA) se debruçaram sobre o tema, analisando os efeitos de curto prazo dos produtos químicos aromatizantes usados nos cigarros eletrônicos sobre as células endoteliais, células que revestem os vasos sanguíneos.

Efeito inflamatório

Jessica Fetterman e seus colegas detectaram que, quando os vasos sanguíneos são expostos aos aditivos aromatizantes, há um aumento na inflamação e uma diminuição das substâncias químicas normalmente liberadas para promover o fluxo sanguíneo, o que dá indicações diretas de toxicidade a curto prazo.

A equipe também confirmou que as células endoteliais dos fumantes de cigarros eletrônicos apresentam a mesma toxicidade que as tratadas com os produtos químicos aromatizantes.

“Nossos resultados mostram que os aditivos aromatizantes em si são diretamente tóxicos para os vasos sanguíneos e têm efeitos adversos que podem ter relevância para a toxicidade cardiovascular a longo prazo de forma similar aos cigarros combustíveis,” detalhou Jessica.

Os resultados foram publicados na revista Arteriosclerosis, Thrombosis and Vascular Biology.​

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