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    O que fazer para interromper a recessão gengival

    Como interromper a recessão gengival

    Neste artigo de hoje damos continuidade ao anterior em que discutimos as causas da recessão gengival e os meios de contra-atacá-la. 

     

    A recessão gengival só acontece quando o tecido ósseo subjacente da mandíbula superior ou inferior diminui como consequência da desmineralização.

     

    Hoje, vamos abordar as estratégias disponíveis para apoiar e otimizar a densidade óssea da mandíbula. Também discutiremos como se pode reconstruir porções do tecido ósseo que sofreu desmineralização.

     

    Primeiro, se faz necessário desfazer um mito comum que percorre canais da Internet acerca desse tema.

     

    Pelo que se tem conhecimento, tendo havido  o recuo do tecido gengival, ele não “voltará” para a mesma “altura do dente” atingido originalmente. A boa notícia é que se pode agir para fortalecer os ossos da mandíbula.

     

    Isso poderá ajudar a evitar o progresso da recessão gengival e evitar o afrouxamento dos dentes e sua eventual perda.

     

    O tecido da gengiva recua quando o osso subjacente sofre diminuição. Pode-se remineralizar esse tecido ósseo, mas limitada à estrutura atual do osso da mandíbula que se mantém intacto.  Em outras palavras, só podemos preencher as lacunas entre o que sobrou dos “andaimes” do osso da mandíbula.

     

    Diante disso, podemos agora discutir algumas alternativas de como se pode dar suporte à densidade óssea ideal e sua remineralização.

     

    Vamos agora explorar quais são as soluções propostas pela ciência bucal para lidar com essa condição.

    1. Começando pelo imprescindível

    Aquela que deve ser a primeira de todas as medidas é a adoção de uma boa rotina de higiene dental. Usar o fio dental regularmente e escovar os dentes da forma adequada pode parecer uma solução óbvia, mas sem ela todas as alternativas restantes deixarão de fazer qualquer sentido e razão sem que o básico seja executado da forma ideal e adequada. Afinal, somente bons hábitos de higiene bucal poderão controlar a proliferação bacteriana responsável pela doença gengival e suas consequências deletérias. 

    2. O exercício imprescindível da mastigação

    Dietas com predominância de alimentos processados (pouca fibra para mastigar) podem se tornar um problema para nossa saúde bucal. Alimentos processados são macios e fáceis de mastigar e, dessa forma, acabam contribuindo para o enfraquecimento dos ossos mandibulares. 

     

    O ponto é que a densidade óssea em nossas mandíbulas, ou em qualquer outra parte do corpo, irá diminuir se não a colocarmos sobre esforço.

     

    Toda a vez que requisitamos esforço de nossas mandíbulas é como se enviássemos um sinal ao nosso corpo dizendo: “queremos que esse tecido ósseo permaneça forte e saudável”.

     

    O organismo tem uma inteligência inata para conservação e economia. Ao perceber que os ossos da mandíbula não estão sendo demandados, o corpo vai realocar minerais dessa para outra área que pareça ter uma necessidade maior de minerais, imprescindível na construção óssea.

    Uma coisa é certa: o corpo fica mais forte quando é desafiado.

     

    3. Interromper a recessão gengival com a nutrição adequada

    Um dos quesitos mais importantes para uma boa saúde bucal é ter uma dieta adequada.

    A melhor nutrição é aquela derivada de alimentos saudáveis em vez de suplementos.

    Alimentos ricos nos macronutrientes cálcio e fósforo são fundamentais para manter saudáveis os ossos da mandíbula.

     

    Existem, no entanto, outros elementos nutricionais envolvidos, como:

     

    • Vitamina D: absorve o cálcio do trato digestivo. Sem a vitamina
      D, o cálcio que você obtém dos alimentos ou suplementos acaba não sendo utilizado pelo seu corpo.
    • Vitamina K₂: realiza o transporte do cálcio no organismo para os ossos que demandam o mineral. Alguns estudos sugerem que grandes aportes de vitamina K₂ podem aumentar a densidade óssea em pessoas com osteoporose. Alguns alimentos são ricos em vitamina K₂, como brócolis, couve-flor, rúcula, agrião, alface, repolho, espinafre e outros vegetais verdes. Outros alimentos ricos em vitamina K₂ são óleos vegetais, as oleaginosas, o abacate, ovos e fígado. 
    • Vitamina C: promove a produção de colágeno e dos osteoblastos, responsáveis pela formação do material ósseo.
    • Magnésio: ajuda a transportar cálcio para os ossos e auxilia no processo de absorção.
    • Zinco: controla a secreção do hormônio calcitonina que regula os níveis de cálcio nas células e que também é importante para o desenvolvimento ósseo.
    • Boro: age como a vitamina D, pois favorece a absorção de cálcio e magnésio pelo corpo.
    • Estrôncio: utilizado para a melhoria da densidade óssea, imprescindível para a saúde óssea geral.

     

    Saber quais alimentos ingerir, no entanto, é apenas metade da batalha. Devemos também conhecer quais alimentos podem prejudicar a nossa saúde bucal.

     

    4. Alimentos que podem prejudicar a absorção de nutrientes essenciais à saúde óssea

    Um dos elementos que dificulta a absorção de nutrientes essenciais à saúde óssea é o ácido fítico.

    O ácido fítico, também chamado fitato, inibe a absorção de zinco, magnésio e cálcio. Pode ser encontrado em altas concentrações em grãos como feijões, lentilha, nozes e sementes.

    feijão e lentilha devem ser deixados de molho em água por algumas horas para que o ácido fítico seja eliminado. Como muitos antinutrientes são hidrossolúveis, eles se dissolvem quando imersos em água. 

     

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    Fontes: Dietary acid-base balance, bone resorption, and calcium excretionO que é ácido fítico e como eliminá-lo dos alimentosMetabolic and clinical consequences of metabolic acidosisCalcium and vitamin D in the prevention and treatment of osteoporosis

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