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    Pacientes com diabetes no consultório odontológico

    Alguém é diagnosticado com diabetes a cada três minutos. Os dentistas podem desempenhar um papel importante nesse diagnóstico e ajudar as pessoas a compreender os principais riscos e sintomas.

    Os dentistas estão em melhor posição para observar problemas gengivais e doenças periodontais que são alguns dos indicativos de diabetes.
    Além disso, pessoas com diabetes têm 
    maior probabilidade de apresentar sintomas graves quando contraem o coronavírus e um risco aumentado de morte. Mais um motivo da importância do diagnóstico do ​d​iabetes.

    Constatações
    Mais pessoas do que nunca correm o risco de desenvolver diabetes tipo 2 no Reino Unido, por exemplo. Se não houver uma mudança significativa, se prevê que mais de cinco milhões de pessoas possam desenvolver diabetes até 2025.
    Cerca de 90% das pessoas com diabetes têm tipo 2. O tipo 2 é resistente à insulina e muitas vezes podemos evitá-lo com mudanças no estilo de vida.
    Cerca de 8% das pessoas têm o tipo 1, no caso, uma doença auto-imune.

    Os custos
    As epidemias mundiais de obesidade e diabetes tipo 2 são sérios problemas de saúde pública. Agora usamos o termo ‘diabesidade‘ para descrever os efeitos adversos à saúde combinados.

    As projeções de um artigo publicado na Nature Reviews Cardiology em novembro de 2020 estimam um aumento de seis vezes na obesidade adulta nos próximos 40 anos e um aumento na diabetes para 642 milhões de pessoas em 2040.

    Os riscos
    Um relatório de 2010 da 
    Diabetes UK indica que pouco mais da metade das pessoas diagnosticadas com diabetes tipo 2 no ano anterior nem mesmo suspeitavam ​terem a patologia. Eles não notaram nenhum dos primeiros sintomas de alerta.

    Cerca de 7,7 milhões de brasileiros adultos têm diabetes, mas não sabem. Essa é a conclusão do Atlas do Diabetes de 2019, publicado pela IDF (Federação Internacional de Diabetes)​.​

    O diagnóstico tardio deixa as pessoas com um risco aumentado de desenvolver complicações graves. Complicações como acidente vascular cerebral, doenças cardíacas, cegueira e doenças renais.

    Isso coloca os profissionais da odontologia em posição crucial de responsabilidade para reconhecer os sintomas e comunicá-los aos pacientes.

    Diabetes e COVID-19
    Um artigo publicado no 
    The Lancet – Diabetes & Endocrinology em agosto de 2020, compartilhou os resultados de um estudo de mortes hospitalares relacionadas ao COVID-19 de pacientes na Inglaterra de março a maio. Isso mostra que os pacientes com diabetes tipo 1 e tipo 2 têm uma chance significativamente maior de morrer.

    Um artigo mais recente publicado na Nature Reviews Endocrinology em novembro de 2020 descobriu que os pacientes com diabetes tipo 2 sofrem gravemente se contraírem COVID-19. Pode causar hiperglicemia e aumento dos níveis de glicose. Isso pode ter um efeito negativo no sistema imunológico, causando reações inflamatórias e morte.

    Devemos notar, entretanto, que as pessoas com diabetes estão atualmente na categoria ‘clinicamente vulnerável‘. A menos, é claro, que tenham outras condições ou fatores de risco que os coloquem em risco ainda maior.

    Diabetes no consultório odontológico – Papel dos profissionais de odontologia

    Como dentista, você está bem ciente do impacto que o diabetes tipo 2 tem na doença periodontal. Bem como os riscos do açúcar para a saúde bucal dos pacientes. E seu efeito na saúde geral e no bem-estar dos pacientes.

    O Serviço de Saúde Pública da Inglaterra disponibiliza um kit de ferramentas baseado em evidências para a prevenção, bem como conselhos sobre alimentação saudável. Ele recomenda que os profissionais de saúde transmitam essas informações a seus pacientes rotineiramente.

    Triagem

    Um paciente diabético que chega na cadeira de qualquer dentista tem seu próprio conjunto de desafios clínicos. Os dentistas podem e posicionar na linha de frente para o rastreamento do diabetes – como solicitar teste de glicose no sangue (BGT) e, ao oferecer um serviço de monitoramento de saúde aos pacientes. Isso ​também acabará agrega​ndo ainda mais​ valor aos seus serviços.

    Um artigo publicado no British Dental Journal em 2014 revisou as atitudes dos pacientes em relação ao rastreamento de diabetes em um consultório odontológico. Isso indica que a maioria dos pacientes que comparecem às consultas odontológicas de rotina apoiaria essa triagem. E eles estão dispostos a discutir os resultados depois.

    Um projeto de pesquisa realizado na Espanha com mais de 41 consultórios odontológicos e 1.143 pacientes ao longo de três anos, concluiu que um protocolo de triagem simples combinando um questionário e um teste de hemoglobina glicada, identificou 96% dos pacientes com diabetes ou pré-diabetes não diagnosticados. Isso, mais uma vez, apoia o papel fundamental que as práticas odontológicas desempenham na detecção precoce do diabetes.

    Os autores também confirmaram a visão de que pessoas com problemas inflamatórios nas gengivas e doença periodontal têm maior probabilidade de desenvolver diabetes.

    Risco aumentado
    Vários fatores podem, é claro, aumentar o risco de um indivíduo desenvolver diabetes tipo 2. Como excesso de peso, estilo de vida sedentário e dieta pobre.

    No entanto, a história familiar parece ser o fator de risco mais decisivo, que os dentistas também registram na prática.

    O estresse também pode contribuir para mudanças nos níveis de açúcar no sangue. ​Vários estudos​ de​mostram que aqueles que estão sob alta pressão no trabalho têm um risco significativamente maior de desenvolver diabetes tipo 2.

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    Fontes: British Dental JournalServiço de Saúde Pública da InglaterraPharmiwebDentistry OnlineDiabetesStress and Diabetes,​ The Lancet

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