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    Atividade física pode ajudar a combater o câncer

    Victor Hugo •

    Pessoas com câncer que se exercitam geralmente têm um prognóstico melhor do que pacientes inativos.

    Pesquisadores do Karolinska Institutet, na Suécia, evidenciaram que a atividade física pode ajudar a combater o câncer. A pesquisa demonstrou uma desaceleração do crescimento do câncer em camundongos como resultado da prática de exercícios.
    A atividade física produz uma alteração do metabolismo das células T citotóxicas do sistema imunológico. Essa alteração melhora sua capacidade de atacar as células cancerosas.

    Atividade física pode ajudar a combater o câncer
    Os efeitos positivos do exercício podem fornecer novos pistas sobre como o corpo mantém a saúde. Assim como também ajudar a projetar e melhorar os tratamentos contra o câncer, afirmou um dos pesquisadores.
    Pesquisas anteriores mostraram que a 
    atividade física pode prevenir doenças. Assim como também melhorar o prognóstico de várias doenças, incluindo várias formas de câncer.
    Exatamente como o exercício físico exerce seus efeitos protetores contra o câncer é, porém, ainda desconhecido, principalmente no que diz respeito aos mecanismos biológicos.
    Uma explicação plausível é que 
    a atividade física ativa o sistema imunológico. Dessa forma aumenta a capacidade do corpo de prevenir e inibir o crescimento do câncer.

    Atividade física pode ajudar a combater o câncer — o estudo
    Neste estudo, pesquisadores do 
    Karolinska Institutet expandiram essa hipótese examinando o comportamento das células T citotóxicas do sistema imunológico.
    Ou seja, como as células brancas do sangue especializadas em matar células cancerosas, respondem ao exercício.

    Eles dividiram ratos com câncer em dois grupos e deixaram um grupo se exercitar regularmente em uma roda giratória, enquanto o outro permaneceu inativo. O resultado mostrou que o crescimento do câncer diminuiu e a mortalidade diminuiu nos animais treinados em comparação com os não treinados.

    Em seguida, os pesquisadores examinaram a importância das células T citotóxicas. Eles injetaram anticorpos que removem essas células T em ratos treinados e não treinados. Os anticorpos eliminaram o efeito positivo do exercício no crescimento e na sobrevivência do câncer, o que, de acordo com os pesquisadores, demonstra a importância dessas células T para a supressão do câncer induzida pelo exercício.

    Os pesquisadores também transferiram células T citotóxicas de camundongos treinados para os não treinados com tumores. Isso resultou na melhora das perspectivas em comparação com aqueles que obtiveram células de animais não treinados.

    Metabolismo alterado
    Para examinar como o exercício influenciou o crescimento do câncer, os pesquisadores isolaram células T, amostras de sangue e tecido.
    Isso ocorreu após as sessões de treinamento. Depois mediram os níveis de metabólitos comuns que são produzidos no músculo e excretados no plasma em altos níveis durante o esforço. Alguns desses metabólitos, como o lactato, alteraram o metabolismo das células T e aumentaram sua atividade. Os pesquisadores também descobriram que as células T isoladas de um animal exercitado mostraram um metabolismo alterado em comparação com as células T de animais em repouso.

    Além disso, os pesquisadores examinaram como esses metabólitos mudam em resposta ao exercício em humanos. Eles coletaram amostras de sangue de oito homens saudáveis após 30 minutos de ciclismo intenso e notaram que os mesmos metabólitos induzidos pelo treinamento foram liberados em humanos.

    A pesquisa demonstrou que o exercício afeta a produção de várias moléculas e metabólitos que ativam as células imunológicas que lutam contra o câncer. Como resultado, ocorre uma inibição do crescimento do câncer.

    Os pesquisadores esperam que esses resultados possam contribuir para uma compreensão mais profunda de como o estilo de vida impacta o sistema imunológico. Essa descoberta também abre caminho para o desenvolvimento de novas imunoterapias contra o câncer.

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    Fonte: elife

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