Como administrar anestésico em pacientes que têm medo de agulhas

Anestesias, agulhas: como lidar com pacientes fóbicos

Novos achados da Universidade de São Paulo poderiam trazer alívio a milhões de pessoas que têm medo de agulhas. Usando uma pequena corrente elétrica, pesquisadores foram capazes de administrar o anestésico na boca sem uma agulha. Além disso, este método ministra a droga de forma mais rápida e mais eficiente em comparação com uma injeção.
 
“Nos últimos anos, o nosso grupo de pesquisa tem trabalhado no desenvolvimento de novos sistemas de distribuição de medicamentos para o tratamento de várias doenças dos olhos e da pele,” explicou a Dra. Renata Fonseca Vianna Lopez, uma das autoras do estudo e Professora Associada de Ciências Farmacêuticas da Universidade de São Paulo. “A pele e os olhos representam desafios para a administração de drogas, portanto temos focado na melhoria da administração de droga nesses órgãos utilizando nanotecnologia, iontoforese e sonoforese, que é permeação usando ondas de som”.
 
No estudo os pesquisadores acrescentaram duas drogas anestésicas, hidrocloridrato de prilocaína e hidrocloridrato de lidocaína, a anestésicos hidrogéis comuns alterados com um polímero para ajudar os géis a grudar no céu da boca. Eles então aplicadam uma pequena corrente elétrica para determinar se ele fez o anestésico mais eficaz – um processo chamado iontoforese.
 
Testando o método no céu da boca de um porco, eles descobriram que o anestésico foi de ação rápida e duradoura. De acordo com os pesquisadores, a corrente eléctrica fez o hidrocloridrato de prilocaína ser absorvido pelo corpo de forma mais eficaz, aumentando a permeação do anestésico através do céu da boca doze vezes.
 
Com base nos resultados, os pesquisadores agora planejam desenvolver um dispositivo de corrente iontoforética para usar especificamente na boca. Embora estudos pré-clínicos do sistema necessitem ser efetuados no futuro, a tecnologia tem o potencial de aplicação não só em odontologia mas também em outras áreas da medicina, os pesquisadores disseram.
 
“A administração sem agulha poderia economizar custos, melhorar a concordância do paciente, facilitar a aplicação e diminuir os riscos de intoxicação e contaminação”, disse Lopez. “Isso pode facilitar o acesso a tratamentos dentários mais seguros e eficazes para milhares de pessoas ao redor do mundo”.
 
Além de obstar ao tratamento odontológico, o medo da agulha é uma barreira documentada à imunização em crianças e adultos. Um estudo canadense realizado em 2012 entre 1907 pais e filhos descobriu que 24% dos pais e 63% das crianças relataram medo de agulhas. Geralmente, é estimado que cerca de dez por cento das pessoas sofrem da condição em um maior ou menor grau.
 
O estudo intitulado “Anestesia bucal sem agulha usando iontoforese e sais amino de amida combinados em uma formulação mucoadesiva”, foi publicado na edição de dezembro da revista Colloids and Surfaces B. Biointerfaces.

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