Estudo determinará os efeitos do cigarro eletrônico sobre a saúde bucal

Embora os cigarros eletrônicos (aparelhos alimentados por bateria que geralmente liberam nicotina em forma de aerossol) tenham avançado nas quotas de mercado nos últimos anos, a segurança na emissão das misturas do aerossol desses aparelhos permanece ainda desconhecida. Atualmente, pesquisadores de Nova Iorque receberam uma bolsa para determinar, pela primeira vez, os efeitos adversos que os cigarros eletrônicos podem causar à saúde bucal.

“Baseado num conjunto de dados da nossa pesquisa anterior, nós supomos que as misturas do aerossol interrompe o microambiente da cavidade bucal, aumentando a vulnerabilidade à doença periodontal”, disse o Dr. Deepak Saxena da Faculdade de Odontologia da Universidade de New York, que ganhou uma bolsa de quatro anos no valor de US$ 1.6 milhão do National Institute of Dental and Craniofacial Research (NIDCR).

Metodologia do Estudo

“O fumo é o maior fator de risco para doença periodontal, supressão imunológica, e enfraquecimento do tecido mole e função da célula óssea”, acrescentou a co-pesquisadora Dra. Xin Li. “O estudo prospectivo que propusemos ao NIDCR envolve a inscrição de 120 indivíduos, sendo 40 não fumantes, 40 que fumam cigarros regularmente e que não fazem uso do eletrônico, e 40 indivíduos que utilizam exclusivamente cigarros eletrônicos, e o estudo do efeito do aerossol dos cigarros elétricos na saúde periodontal”.
Os pesquisadores recrutarão e estratificarão membros do grupo do cigarro eletrônico por tipo de cigarro disponível e número de filtros que eles consomem por semana. Amostras da saliva e placa subgengival serão coletadas de todos os participantes de modo padronizado e também após seis meses. Após a segunda coleta será feita uma comparação das amostras padronizadas para determinar se ocorreu alguma disbiose no microbioma bucal. Exames bucais serão feitos nos dois momentos.
 
“Para determinar que mecanismo que o aerossol dos cigarros elétricos afeta a saúde bucal, nós criaremos um novo modelo em 3-D de tecido epigengival para imitar o microambiente bucal”, explicou Li.
 
A bolsa recebida pelos Drs. Saxena e Li é uma das sete premiadas do NIDCR para promover e avançar o conhecimento de como as misturas do aerossol emitidas por cigarros eletrônicos afetam a cavidade bucal.
 
De acordo com as estatísticas de 2014 publicada pelos Centros de Controle e Prevenção de Doenças (Centers for Disease Control and Prevention), 12.6 por cento dos adultos nos EUA experimentaram um cigarro eletrônico e, atualmente, cerca de 3.7 por cento o utilizam.

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