O uso de paroxetina no início da gestação aumenta risco de defeitos congênitos

Mulheres que usam o medicamento antidepressivo paroxetina durante o primeiro trimestre de gestação têm maior risco de dar à luz bebês com defeitos congênitos. Esse é o resultado de uma recente metanálise canadense publicada na revista “British Journal of Clinical Pharmacology”.
 
Cientistas do CHU Sainte-Justine da Universidade de Montreal analisaram 23 estudos realizados entre 1966 e 2015. Estatísticas mostram que até um quinto das mulheres em idade fértil passam por sintomas depressivos e, como resultado, o uso de antidepressivos durante a gestação, principalmente inibidores seletivos de recaptação de serotonina (ISRSs), aumentou nos últimos anos. Até 2005, o ISRS paroxetina foi considerado seguro, mas novos estudos produziram resultados conflitantes.
 
Na metanálise recentemente publicada, pesquisadores mostraram que o uso da paroxetina durante o primeiro trimestre de gestação aumentava o risco geral de malformações congênitas em 23 por cento e o risco de malformações cardíacas importantes em 28 por cento. O risco basal foi de três por cento e um por cento, respectivamente.
 
“Visto que os benefícios dos antidepressivos no geral, e dos inibidores seletivos de recaptação de serotonina incluindo a paroxetina especificamente, durante a gestação são no mínimo questionáveis, qualquer aumento no risco – grande ou pequeno – é muito alto”, destacou a autora do estudo Anick Berard. Em termos de proporção risco-benefício, as mulheres com sintomas depressivos leves a moderados durante a gestação devem ser desencorajadas a usar este medicamento e terem alternativas, como programas de psicoterapia ou de exercícios, disse Berard.

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