Vitaminas e minerais: conheça alguns mitos e evite-os

As vitaminas e minerais estão mais populares hoje do que nunca. Mas elas são tudo o que dizem ser?
Existem 
mitos que dão origem a mal-entendidos sobre vitaminas e minerais.
Neste artigo de hoje, abordamos algumas das principais superstições relacionadas a esses suplementos.

A indústria de suplementos é enorme. Em 2016, o setor global de suplementos nutricionais movimentou cerca de US $132,8 bilhões. Em 2022, alguns especialistas preveem que esse número ultrapassará US$ 220 bilhões.

De acordo com o National Health and Nutrition Examination Survey, em 2011-2012, 52% dos adultos nos Estados Unidos relataram usar algum suplemento. Quase 1 em cada 3 pessoas (31%) ingeria vitaminas e minerais.

Popularidade dos suplementos de vitaminas e minerais

As pessoas, compreensivelmente, desejam ser saudáveis e livres de doenças. Se tomar uma pílula relativamente barata diariamente aumenta as oportunidades de uma vida longa e saudável, não é surpresa que os suplementos sejam populares.

Quando se junta o desejo de viver bem a uma ousada campanha de marketing repleta de corpos tonificados e sorrisos perfeitos, os suplementos fazem o maior sucesso.

É importante observar que os suplementos são importantes para algumas pessoas. Por exemplo, é consenso na medicina que mulheres em idade reprodutiva tomem suplementos de ácido fólico.

Da mesma forma, para pessoas que vivem em climas mais frios, a vitamina D é um suplemento importante, especialmente durante os meses mais escuros.

Se o seu médico lhe pediu para tomar um suplemento de qualquer tipo, é importante usá-lo conforme indicação do profissional.

Em geral, porém, para adultos sem problemas de saúde que fazem uma dieta balanceada, a maioria dos suplementos não é essencial. Como esses produtos estão na interseção da ciência e do marketing, não é surpresa que haja alguns equívocos sobre seus benefícios.

Mitos relacionados a vitaminas e minerais

1. Mais é melhor

Quando se trata de vitaminas e minerais, mais nem sempre é melhor. Na verdade, mais às vezes pode ser perigoso. Como os suplementos de vitaminas e minerais estão disponíveis sem receita, as pessoas podem acabar presumindo serem seguras em qualquer dosagem.

No entanto, grandes doses de algumas vitaminas e minerais podem prejudicar os sistemas bem ajustados do corpo. Por exemplo, de acordo com a American Cancer Society:

“Muita vitamina C pode interferir na capacidade do corpo de absorver cobre, um metal necessário ao corpo. Muito fósforo pode inibir a absorção de cálcio pelo corpo. O corpo não consegue se livrar de grandes doses de vitaminas A, D e K, e estas podem atingir níveis tóxicos quando muito é ingerido. ”

Além disso, o excesso de vitamina C ou cálcio pode causar diarreia e dor de estômago. Tomar muita vitamina D por longos períodos pode fazer com que o cálcio se acumule no corpo, o que é chamado de hipercalcemia. A hipercalcemia pode enfraquecer os ossos e danificar o coração e os rins.

2. Se o rótulo disser ‘natural’, deve ser seguro

Infelizmente, o termo “natural” é bastante sem sentido em relação à segurança ou eficácia de um suplemento.

Alguns compostos naturais de plantas têm propriedades medicinais, mas há mais do que isso. Por exemplo, as raízes do dente-de-leão são um laxante, enquanto as folhas do dente-de-leão são diuréticas.

Há também a questão da diluição: quanto do composto da planta permanece no produto final? Pode ser um traço mínimo ou o extrato que pode estar altamente concentrado.

3. Não há problema em tomar suplementos com medicamentos normais

Como já citado, como os suplementos não precisam de receita, e muitos deles afirmam ser “naturais”, existe um conceito errôneo generalizado de que eles não podem interagir com os medicamentos prescritos.

Muitos desses produtos contêm ingredientes ativos que podem interferir com outros medicamentos. Os suplementos podem, portanto, aumentar ou reduzir os efeitos das drogas farmacêuticas.

Em uma revisão de 2012, os pesquisadores investigaram “interações medicamentosas e contra-indicações associadas a ervas e suplementos dietéticos”. Eles encontraram nada menos que 1.491 interações diferentes entre suplementos e medicamentos fitoterápicos e dietéticos.

Em particular, os suplementos contendo magnésio, erva de São João, ferro, cálcio e ginkgo tiveram o maior número de interações.

O fato de a maioria das pessoas que tomam suplementos fitoterápicos ou dietéticos não discutir esse uso com seus médicos aumenta os problemas potenciais.

4. Suplementos de vitaminas e minerais protegem a saúde do coração

A ideia de que tomar suplementos de vitaminas e minerais protegerá nossos corações é reconfortante. No entanto, uma grande revisão e meta-análise publicada em 2018 não encontrou nenhum benefício significativo. Geralmente, os autores concluem:

“Em geral, os dados sobre os suplementos populares (multivitaminas, vitamina D, cálcio e vitamina C) não mostram nenhum benefício consistente para a prevenção de [doença cardiovascular, infarto do miocárdio ou derrame]”. “E também não se observou benefício para diminuição de todas as causas mortalidade.”

Embora eles tenham observado que “o ácido fólico sozinho e as vitaminas B com ácido fólico, B6 e B12 reduziram o AVC”, geralmente, esses efeitos foram pequenos.

5. A vitamina C previne resfriados

Embora haja um pouco de verdade nesta afirmação, a evidência de que a vitamina C possa de fato prevenir resfriados é fraca.

Por exemplo, uma revisão da Cochrane de 2013 mergulhou nas evidências existentes. O objetivo dos autores era “descobrir se a vitamina C reduz a incidência, a duração ou a gravidade do resfriado comum. Isso quando usada como uma suplementação regular contínua diariamente ou como uma terapia no início dos sintomas de resfriado”.

Os cientistas descobriram que a suplementação de vitamina C não previne o resfriado comum na população em geral. No entanto, eles concluíram que reduziu a gravidade dos sintomas e a duração do resfriado.

Eles também concluíram que “pode ser útil para pessoas expostas a breves períodos de exercício físico severo”, como corredores de maratona.

6. Vitamina D previne o câncer

Os cientistas realizaram um grande número de estudos para investigar se a vitamina D pode ajudar a reduzir ou tratar o câncer. Apesar de muitas pesquisas, como explica um artigo, ainda não há “consenso sobre se a vitamina D tem um efeito anticâncer benéfico”.

Em 2018, um estudo randomizado, fez uma descoberta importante. Foi um estudo controlado com placebo que envolveu 25.871 participantes. Investigou-se a relação entre a ingestão de suplementos de vitamina D e o risco de câncer. Os pesquisadores descobriram que “a suplementação com vitamina D não resultou em uma incidência menor de câncer invasivo ou eventos cardiovasculares do que o placebo”.

7. Probióticos e prebióticos curam tudo

Nos últimos anos, surgiu uma variedade estonteante de produtos que afirmam melhorar a saúde intestinal e uma miríade de outros males. Em particular, todos nós testemunhamos a ascensão dos probióticos e prebióticos.

Probióticos são alimentos ou suplementos que contêm microorganismos, enquanto os prebióticos são alimentos ou suplementos que contêm compostos projetados para promover bactérias intestinais.

Não há dúvida de que as bactérias intestinais são vitais para uma boa saúde. A ciência do microbioma ainda é relativamente jovem, mas já está envolvida em condições tão díspares quanto hipertensões, diabetes e depressão. E inclusive a saúde bucal, como destaca este artigo.

Embora ainda existam grandes lacunas em nossa compreensão da relação entre o microbioma e a saúde, um fato que este jovem campo provou sem sombra de dúvida é que é incrivelmente complexo.

Probióticos e prebióticos – mais estudos são necessários

Os cientistas demonstraram que os probióticos podem ajudar com vários problemas de saúde, incluindo a redução da diarreia associada à ingestão de alguns antibióticos e o alívio de certos sintomas da síndrome do intestino irritável (SII).
No entanto, fora de algumas condições específicas, há poucas evidências de que os probióticos ou prebióticos podem beneficiar a saúde.

Claro, isso pode mudar à medida que os cientistas realizem mais estudos. Atualmente, porém, é o marketing que impulsiona a venda de probióticos e prebióticos, usando termos vagos como “saúde intestinal” e “saúde digestiva”.

De acordo com o National Center for Complementary and Integrative Health (NCCIH):

“Geralmente, ainda não sabemos quais probióticos são úteis e quais não são. Também não sabemos a quantidade de probióticos que as pessoas teriam que tomar ou quem teria maior probabilidade de se beneficiar. Mesmo para as condições mais estudadas, os pesquisadores ainda estão trabalhando para encontrar as respostas para essas perguntas”.

Como as autoridades não consideram os probióticos como medicamentos, elas os regulamentam com menos força, o que traz outras preocupações. Como um autor explica:

“A regulamentação atual dos probióticos é inadequada para proteger os consumidores e profissionais. Isso especialmente quando os probióticos são destinados ao controle dietético de doenças graves.”

8. Os antioxidantes prolongam a vida útil

A oxidação é uma reação química que ocorre como parte de muitos processos no corpo humano. A oxidação produz radicais livres, que são altamente reativos quimicamente e podem danificar as células e seus componentes.

Os antioxidantes são compostos que previnem a oxidação e incluem vitamina C, vitamina E, selênio e carotenoides, como o beta-caroteno.

Em geral, frutas e vegetais são ricos em antioxidantes. Esses alimentos são importantes para uma boa saúde. Assim, parece seguro supor que os antioxidantes podem ser uma das razões pelas quais são tão bons para nós. No entanto, esse não é necessariamente o caso, como explica o NCCIH:

“Pesquisas evidenciam que pessoas que comem mais vegetais e frutas têm menor risco de várias doenças. No entanto, não está claro se esses resultados estão relacionados à quantidade de antioxidantes em vegetais e frutas, a outros componentes desses alimentos, a outros fatores na dieta das pessoas ou a outras escolhas de estilo de vida”.

O NCCIH também observa que grandes estudos analisaram se as vitaminas e minerais antioxidantes podem ajudar a prevenir doenças crônicas, incluindo câncer, doenças cardiovasculares e cataratas, mas que “geralmente, os antioxidantes não reduziram os riscos de desenvolver essas patologias”.

9. Prevenção de doenças

Pode parecer lógico e plausível que tomar suplementos antioxidantes possa reduzir ainda mais a oxidação e, assim, reduzir o risco de doenças e morte. Porém, como acontece com a maioria das coisas na ciência médica, a verdade é um pouco mais complexa.

Há algumas evidências de que tomar suplementos antioxidantes pode, ao contrário, reduzir o tempo de vida. Para investigar essa questão, a Cochrane conduziu uma grande revisão. Eles combinaram os resultados de 78 ensaios clínicos randomizados, que incluíram um total de 296.707 participantes.

Quando os pesquisadores analisaram apenas os estudos com o menor risco desvio sistemático do valor real descobriram algo interessante.
Os participantes que tomaram suplementos antioxidantes tinham 1,04 vezes mais probabilidade de morrer do que aqueles que não estavam tomando suplementos ou tomando um placebo.

A equipe Cochrane conclui que “[a] evidência atual não apoia o uso de suplementos antioxidantes na população em geral ou em pacientes com várias doenças”.

Resumindo

As vitaminas e minerais com atividade antioxidante são vitais para uma boa saúde. Em geral, porém, ter uma dieta saudável e variada fornecerá às pessoas níveis adequados desses alimentos.

Além da vitamina D e do ácido fólico, conforme discutido na introdução, para adultos, os benefícios dos suplementos parecem ser mínimos, no máximo.

Embora a indústria de suplementos esteja prosperando, lançar um olhar cético sobre os materiais de marketing das empresas certamente não fará mal às pessoas.

Qualquer pessoa que estiver planejando tomar suplementos de vitaminas e minerais, mas já tiver uma condição existente, deve falar primeiro com seu médico ou seu dentista.

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