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    Adoçantes artificiais e o aumento do risco de doenças cardíacas

    Embora os adoçantes artificiais possam parecer uma boa alternativa ao açúcar para reduzir a ingestão calórica, um estudo publicado em do BMJ sugere que pode haver uma conexão entre os adoçantes artificiais e o aumento do risco de doenças cardíacas, incluindo acidente vascular cerebral.

    A pesquisa, conduzida pelo Instituto Nacional Francês de Saúde e Pesquisa Médica, não é o primeiro estudo a sugerir uma conexão entre adoçantes artificiais e o aumento do risco de doenças cardíacas, no entanto, é o maior até o momento.

    O estudo incluiu dados de mais de 100.000 participantes.

    É seguro consumir adoçantes artificiais?

    Quando os indivíduos buscam cortar o açúcar de suas dietas, para perda de peso ou controle da glicose sanguínea, é usual recorrer a adoçantes artificiais.

    Os adoçantes artificiais existem há mais de 100 anos. A sacarina, por exemplo, foi descoberta em 1879.

    Desde então, pesquisadores descobriram vários outros adoçantes artificiais, incluindo sucralose, aspartame, estévia e xilitol.

    Quase sempre houve controvérsia em torno dos adoçantes artificiais. Como observa a Harvard School of Public Health, as preocupações incluem o desenvolvimento de diabetes tipo 2 e ganho de peso, mas as evidências são variadas e inconclusivas.

    Apesar das preocupações, o da Food and Drug Administration considera os adoçantes aprovados geralmente seguros de usar, desde que as pessoas não excedam a ingestão diária aceitável para cada tipo.

    Os adoçantes estudados

    O estudo começou em 2009 com o lançamento do NutriNet-Santé e-cohort.

    Mais de 170.000 pessoas se inscreveram para o estudo, e os pesquisadores reduziram seu campo para 103.388.

    Os participantes escolhidos incluíram indivíduos com 18 anos ou mais, além de pessoas que preencheram questionários relacionados a “alimentação, saúde, dados antropométricos, estilo de vida e dados sociodemográficos e atividade física”.

    A idade média dos participantes incluídos foi de 42 anos, e a maioria do sexo feminino (79,8%).

    Ao longo dos anos seguintes, os pesquisadores coletaram periodicamente informações dos participantes, como todos os alimentos e bebidas consumidos durante um período de 24 horas.

    Para garantir que os participantes estivessem sendo precisos com seus registros de alimentos, os pesquisadores também exigiram que eles enviassem fotos.

    Além disso, os participantes também relataram seus hábitos de consumo de adoçantes artificiais. Os pesquisadores questionaram a quantidade e a marca do adoçante utilizado.

    Aproximadamente 37% dos participantes relataram usar adoçantes artificiais, sendo os participantes divididos em não consumidores, consumidores inferiores (consumo de adoçante artificial abaixo da mediana) e consumidores maiores (consumo de adoçante artificial acima da mediana). Os participantes consumiram em média 42,46 mg/dia. Os participantes relataram o consumo dos seguintes de adoçantes artificiais:

    • aspartame;
    • acessulfame de potássio;
    • sucralose;
    • ciclamatos;
    • sacarina;
    • taumatina;
    • neohesperidina dihidrocalcona;
    • glicosídeos de esteviol;
    • sal de aspartame-acessulfame de potássio

    Os pesquisadores também coletaram outras informações de saúde dos participantes ao longo da duração do estudo, incluindo informações de “quaisquer novos eventos de saúde, tratamentos médicos e exames”.

    Maior consumo maior risco

    No final do estudo, os pesquisadores compararam o número de eventos cardiovasculares que as pessoas que consumiram adoçantes artificiais experimentaram com o número de eventos que as pessoas que não consumiram esses adoçantes experimentaram.

    Os pesquisadores descobriram que as pessoas que eram maiores consumidores de adoçantes artificiais tinham um risco aumentado de doença cardiovascular em comparação com os não consumidores.

    Os participantes relataram 1.502 eventos cardiovasculares durante o acompanhamento, incluindo 730 eventos de doença coronariana e 777 eventos de doença cerebrovascular.

    Os maiores consumidores de adoçantes artificiais experimentaram 346 eventos por 100.000 pessoas-ano e os não consumidores experimentaram 314 eventos por 100.000 pessoas-ano.

    Três adoçantes particularmente perigosos

    “Nossos resultados indicam que esses aditivos alimentares, consumidos diariamente por milhões de pessoas e presentes em milhares de alimentos e bebidas, não devem ser considerados uma alternativa saudável e segura ao açúcar, em consonância com a posição atual de vários órgãos de saúde”, escrevem os autores.

    Os pesquisadores observaram que não acreditam que o uso ocasional de adoçantes artificiais seja tão problemático quanto o uso diário. “O consumo ocasional de adoçantes artificiais provavelmente não terá um forte impacto no risco de doenças cardiovasculares.”

    Além disso, os autores observaram que três adoçantes artificiais em particular estavam associados a maiores riscos.

    Segundo os autores, “a ingestão de aspartame foi associada ao aumento do risco de eventos cerebrovasculares, e o acessulfame de potássio e a sucralose foram associados ao aumento do risco de doença coronariana”.

    O que os especialistas pensam

    Especialistas em geral acreditam que  os adoçantes artificiais, quando consumidos com moderação, não causem problemas de saúde. Porém, consumi-los regularmente pode gerar alguns problemas.

    Adoçantes artificiais sem calorias, como aspartame, sacarina e sucralose, são comumente adicionados a muitos alimentos processados ​​’diet’ e ‘sem açúcar’, como bolos, pudim, whey protein, doces, refrigerantes e muito mais.

    Adoçantes artificiais são normalmente encontrados em alimentos altamente processados, cujo consumo deve ser limitado.

    Algumas alternativas mais seguras incluem opções naturais, como o xilitol, considerado natural por ser extraído a partir de fibras de algumas plantas, como ameixa e milho.

    Resumindo

    Embora estudos prospectivos como esse não sejam uma prova de causalidade confirmada, essa ligação potencial em combinação com associações de consumo com obesidade e preocupações com o microbioma intestinal deve aumentar a motivação para limitar a ingestão em geral de adoçantes artificiais.

    Do ponto de vista médico, a ligação entre adoçantes artificiais e doença arterial coronariana/derrame não é surpreendente, dado que adoçantes artificiais estão associados ao diabetes, hipertensão, hiperlipidemia, hipertrigliceridemia e obesidade.

    O presente estudo pode não ser aplicável a todas as populações, no entanto, dá uma ideia de que os adoçantes artificiais podem estar implicados em doenças cardíacas coronárias e doenças cerebrovasculares.

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    Fontes:  Artificial sweeteners and risk of cardiovascular diseases: results from the prospective NutriNet-Santé cohort, Can zero-calorie sweeteners raise your risk for cardiovascular disease?, Sugar substitutes: Health controversy over perceived benefits, Low-Calorie Sweeteners

     

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